13 de Fevereiro de 2010

árvores

Se eu for contigo agora
Esta árvore que é meu encosto
Murcha e chora
Se eu ficar aqui agora
Esta árvore que é meu encosto
Murcha e chora
Se eu chorar e murchar
Por não ir contigo agora
Se eu chorar e murchar
Por não ficar aqui
Murcho e choro
De viver só, sem ti

1 Comentários às Palavras:

Anónimo disse...

Este teu poema, lindo, fez-me recuar à minha infância, vivida em Angola, cercada por espaços enormes, onde, no meu quintal havia uma árvore, também enorme!

Era para onde eu gostava de trepar e deitar-me nos seus troncos, mais largos que o meu corpo de 7, 8 anos...ficando a olhar o céu por entre os ramos...

Era lá que nós as duas nos habituámos uma à outra. Eu ouvia-lhe os murmúrios e ela guardava-me os sonhos...

Separámo-nos há muitos anos.
Sinto que ela chorou a minha partida. E murchou...

Quanto a mim, ela está presente nas minhas memórias, porque estas, sendo eternas, acompanham-nos sempre...
Apesar dos apertos no coração e das lágrimas que às vezes ainda caiem, por tanto que lá vivi, apenas até aos 16 anos e 9 meses....

Beijinho e obrigada pela beleza que emprestas às palavras que nos ofereces.

Murmúrio