23 de Janeiro de 2010

Era (só) a Lua nos teus olhos

Era dia e alvorada
Tarde, noite ou madrugada
Era a Lua nos teus olhos
De medo alvoraçada
Eram pássaros e ninhos
Tarde, vento, remoínhos
Era a Lua nos teus olhos
Brilhantes, pequenininhos
Eram sóis e gotas de chuva
Tarde que cai na noite feita luva
Era a Lua nos teus olhos
Carmim cor de uva
Eram dias e noites e dias
E manhãs e tardes sombrias
Era a Lua nos teus olhos
Tristezas e mordomias
Eram só semanas e anos
Para séculos de desenganos
Era a Lua nos teus olhos
Com seus respiros ufanos
Era todo o tempo que fosse
Seria teu, tua posse
Era a Lua nos teus olhos
Dos amores os meus restolhos

1 Comentários às Palavras:

Anónimo disse...

Como é possível um poeta,

Encher uma vida de luz...
Fazer esboçar um sorriso,
Fazer brilhar um olhar...
Dar sentido às existências?

Beijinho

Lua Cheia