31 de Julho de 2008
30 de Julho de 2008
ESPREITA POR AQUI

Não resisti à força e espreitei
O cantinho dos meus segredos
O tremer dos teus medos
Pensei encontrar por aqui alguém
Mas procurei
Mas não encontrei
Vi rastos e pistas
Mas só isso
Nem um beijo ou desejo
Nem uma palavra nem um verso
Nem o inverso
Mas ainda assim tive que espreitar
Por esse buraquinho do céu
Uma tentação
Mais forte que eu
18 de Julho de 2008
FÉRIAS
Este Blog faz hoje 1 Ano.
A todos os leitores(as), beijos e abraços especiais de agradecimento.
Inicio hoje uma pausa (de férias) mas voltarei em breve com novas energias.
MUITO OBRIGADO
A todos os leitores(as), beijos e abraços especiais de agradecimento.
Inicio hoje uma pausa (de férias) mas voltarei em breve com novas energias.
MUITO OBRIGADO
APENAS UM ANO
17 de Julho de 2008
SEGUNDA MORADA

Não... Não digo, escrevo
Escrever é assim com a segunda morada
Não a última...
O muro que protege da armada
A areia que barrica o mar
A seara que semeia o meu andar
Pelos caminhos
Calçada de vida e guarida
Asfalto de corrida
Pista de murmúrios
Presente de augúrios
Cavalgar de aromas e sensibilidades
Disfarce das idades
Companhia da longitude
Elixir da juventude
Mais que não seja das ideias...
Engrenagem de pensamento
Limpo e claro de areias
15 de Julho de 2008
DESCANSO

E nasce assim um poema criança
Pardo pelas palavras
Um poema que dança
Na beleza da alvorada
Um poema de crença
De palavras rejeitadas
Um poema que a folha amansa
Apesar de mal amada
Nasce um poema
Perfeito e desarvorado
Salta a tinta
Dilui-se a ilusão
Suja a folha e a mesa
Tatua a minha mão
Marca a cadência
Ignora a frequência
Descansa a folha e a pena
Em poesias pequenas
E espera ao pino do Sol
Por novas palavras
Mais doces, mais amenas.
Pardo pelas palavras
Um poema que dança
Na beleza da alvorada
Um poema de crença
De palavras rejeitadas
Um poema que a folha amansa
Apesar de mal amada
Nasce um poema
Perfeito e desarvorado
Salta a tinta
Dilui-se a ilusão
Suja a folha e a mesa
Tatua a minha mão
Marca a cadência
Ignora a frequência
Descansa a folha e a pena
Em poesias pequenas
E espera ao pino do Sol
Por novas palavras
Mais doces, mais amenas.
14 de Julho de 2008
12 de Julho de 2008
LENDA CIGANA

à sombra da tenda
criada pela lenda
sua o cigano
a barraca remenda
e nasce o engano
nas patas do burro casmurro
que teima em parar
aiiiiii...
e a noite de Verão
que teima em chegar
à sombra da lenda
contada na tenda
relembra o cigano
seu estimado bichano
que no pino do Verão
se finou por engano
de tanto trabalhar
aiiiiiii....
e a noite de Verão
que teima em chegar
Foto: Burro lindo - João Matias (olhares.aeiou.pt)
10 de Julho de 2008
O MEU JEITO

Embrulhado na tua prenda
De dedos na face e na venda
Colhendo conchas e algas
Vejo um dia liso como o lençol em que me deito
Ao acordar
E oiço a máquina do teu peito
Perco o jeito
Devagar…
De dedos na face e na venda
Colhendo conchas e algas
Vejo um dia liso como o lençol em que me deito
Ao acordar
E oiço a máquina do teu peito
Perco o jeito
Devagar…
Foto: Quando você foi embora - Silvana Dai (olhares.aeiou.pt)
8 de Julho de 2008
A GEOMETRIA DE UM POEMA

Por mais que te ame
E que sejas meu lema
Não caberá o meu amor
Na geometria de um poema
Será impossível
Encolher as letras e as frases
Esconder que apenas um poema mente
Será dificil
Continuar ingénuo adolescente
Quero-me homem aceso e maduro
Impermeável à chuva do futuro
Quero-te sempre princesa
Rosto em tom de aguarela
Reflexo eterno da minha janela
Impossível olhar-te
Sem abrir a boca de espanto
Sem revelar os meus segredos
À custa das unhas e dos dedos
E que sejas meu lema
Não caberá o meu amor
Na geometria de um poema
Será impossível
Encolher as letras e as frases
Esconder que apenas um poema mente
Será dificil
Continuar ingénuo adolescente
Quero-me homem aceso e maduro
Impermeável à chuva do futuro
Quero-te sempre princesa
Rosto em tom de aguarela
Reflexo eterno da minha janela
Impossível olhar-te
Sem abrir a boca de espanto
Sem revelar os meus segredos
À custa das unhas e dos dedos
7 de Julho de 2008
6 de Julho de 2008
O PRATO E A COLHER

Sem freio e sem arreio corro campos e encostas
Para vestir a vida apenas de corpo e meio
Para vestir de belo o feio
Saltos, palavras e corridas de fundo
E tudo o que está existe só
Rente aos olhos turvos do mundo
Rente à corda e ao nó
Rente aos olhos a flor e o espinho
A nuvem e o caminho
A cinza e o mar
A praia e o luar
Rente aos olhos meus os teus
Rente aos olhos a árvore e o arado
A serra e o machado
A vida e a morte
O azar e a sorte
Rente aos olhos
O homem e a mulher
O prato e a colher
As mãos e os dedos
Os sonhos e os segredos
Rente aos olhos teus os meus
Rente ao dia a noite
A chuva e o vento
A boca e o sustento
E rente aos meus olhos
Uma mulher da chuva molhada
Rente à minha boca fechada
Foto: Apenas gotas de chuva. - Sérgio R. Moskato (olhares.aeiou.pt)
3 de Julho de 2008
MOVIMENTOS DE ÁGUA E LUZ

Descansam à espera do casamento eterno
Sol e nuvens amam-se
Entre os saborosos lábios do horizonte
E a face da areia das praias do mundo
Corpo alado na violência das ondas e do vento
Grávido o mundo numa barriga de água de oceanos
Que nasce em cada praia dos teus encantos
E regressa ao teu mar nos teus prantos
Sussurram as ondas nas rochas gritos incultos
Na espuma borbulham tumultos
No rodopio dos movimentos de amor
Abre-se o corpo da terra
Ao líquido do mar
E à luz do luar
E em amores e rodopios
De água e luz
Em movimentos e danças complexos
Renascem em cada dia e cada noite
Amores dos teus universos
Sol e nuvens amam-se
Entre os saborosos lábios do horizonte
E a face da areia das praias do mundo
Corpo alado na violência das ondas e do vento
Grávido o mundo numa barriga de água de oceanos
Que nasce em cada praia dos teus encantos
E regressa ao teu mar nos teus prantos
Sussurram as ondas nas rochas gritos incultos
Na espuma borbulham tumultos
No rodopio dos movimentos de amor
Abre-se o corpo da terra
Ao líquido do mar
E à luz do luar
E em amores e rodopios
De água e luz
Em movimentos e danças complexos
Renascem em cada dia e cada noite
Amores dos teus universos
1 de Julho de 2008
PURA ILUSÃO
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