30 de Maio de 2008

PALAVRAS COM MÚSICA (Pedro Abrunhosa - Pontes entre nós)

FIADOR DE SENTIDOS


Este é um poema sobre tentações. A tentação é um estado sublime entre a sobriedade e a embriaguês.

A tentação está por aí, algures no meio de tudo.

Pensei que poderias ser a chave

Que balança hesitante no colo da minha fechadura

Escolhi as tuas balas para ferir a minha armadura

Colhi as tuas balas na minha boca

Ingredientes doces e salgados

Chumbo, cobre, doce de amargura

Decidi ir ao norte numa viagem louca

O pensamento foi o modo mais fácil de ser

De matematicamente entender

O desvario e a loucura

Sou afinal uma semente vazia

Fruto podre da minha ditadura

Sem folha, flor ou fruto

Fiador de sentidos e delírios despidos

Infantil, irresoluto, invisível e inodoro soluto

Não posso ainda perder-me na abundância do dever

Nem brincar com a idade

Ou atropelar o minuto

Isto não é sobriedade?

Foto: NÃO ABLA NÃO MEXE - jose ferreira (olhares.aeiou.pt)

28 de Maio de 2008

AGRADECIMENTO


15000 Visitas

Obrigado a todos os que têm a gentileza de fazer deste espaço um dos seus locais de visita
Seriam precisas várias vidas para agradecer a todos
Muito Obrigado

PINTOR DE ARCO-ÍRIS


Se pudesse tocar nesse arco-íris vizinho do meu Sul
Se pudesse construir uma montanha pintada de azul
Agarrar aquela nuvem e pintá-la de amarelo
E lançar num ar de vento o seu novelo
Se pudesse esvaziar o mar e o céu e mudá-los de lugar
Poderia no céu navegar e nadar no que é meu
Seria peixe no céu e ave no mar
Seria pintor de arco-íris de cores vivas
Artista de malabarismos e sonhos
Rabiscador de telas nativas
Se pudesse tocar nesse arco-íris vizinho do meu Sul
Se pudesse construir uma montanha pintada de azul
Agarrar a terra toda de uma vez e mudar o Norte
Pôr África toda na Noruega
E esperar tranquilo a refrega
Ver crescer a serenidade do mundo
Nem que fosse só por um segundo
Seria herói para uns e vilão para outros
Seria Nobel da fantasia
Rabiscador do futuro de um dia
Se pudesse tocar nesse arco-íris vizinho do meu Sul
Se pudesse construir uma montanha pintada de azul
Se pudesse…

Foto: Colorido - Bety Dimant Assumpcão (olhares.aeiou.pt)

26 de Maio de 2008

HISTORINHA D´ELA


Ela era... uma vez
Teimosa, persistente nos porquês
Ouvia o que não era e o que não queria
Nem sabia o que magoava
Quando a sua caneta afiava
Disparava em todos os sentidos
Projectava no mar as palavras
E esperava que os enganos
Atravessassem oceanos
Queria ser descoberta
E viajar nas minhas viagens
Contornar as minhas margens
Dura, firme e doce
Mal fora que não fosse
Senhora dessa parte de si
Que esconde atrás da sua doçura
Embrulhada como prenda mistério
Em cartão de face dura
Ela era... uma vez
Menina mulher
Foto: Dá-me a mão - João Viegas (olhares.aeiou.pt)

PALAVRAS COM MÚSICA (Ala dos namorados - Caçador de sóis)

PALAVRAS COM MÚSICA (Classificados - Rosa - do teu jeito de ser)

DA MINHA SEARA APENAS O RESTOLHO


Quem ler hoje o que escrevi
Quererá ver o que vi

Saberá o que li

Mas não como vivi

Deitar-se-à a adivinhar

Os olhos e o olhar

Os sapatos e o andar

Mas não o caminhar

Saberá a cor do olho

A pestana ou o sobrolho

Mas da seara apenas o restolho

Saberá a escrita feroz
A palavra veloz

Saberá o timbre e os nós

Mas não a voz
Cultivará a adivinha

Palácio ou casinha
Histórias da carochinha

Mas não saberá a minha
Verá imaginado ser

De altivo bem parecer

Mas não saberá o mais simples
Do sentido
o simples ser
Foto: Ladybird - Ellen van Deelen (photo.net)

25 de Maio de 2008

O INVENTOR


Não peço desculpa

Mas reclamo para mim a verdade

De pensar e escrever no ar e no pensamento

De na minha ausência

Inventar palavras de inocência

Escrever a verdade

Sem cair nesse buraco negro

Da banalidade

De escrever com o sentido

De querer escrever para viver

E não para ser lido

De ser cirurgião das palavras

E operar os meus textos com pinças

E naquilo que seja tolice

Retirar o apêndice

E guloso da poesia

Deixar a palavra ir e o texto fluir

Pretensioso? Não, apenas cioso

Foto: Desisto! Vou-me embora... - Mafásiras (olhares.aeiou.pt)

PALAVRAS COM MÚSICA (Susana Félix - Amanhecer)

21 de Maio de 2008

PEDIDOS AO MAR


Foi aquilo apenas uma miragem de viagem
Ou estavas nua na praia da tua rua
Estava sentado a teu lado
E a areia e o vento tocavam os meus pés
Numa praia que flutua
De ventos ao invés
As gaivotas pressentiam a tempestade do teu beijo
Ou era apenas um desejo?
Posso pedir mais do que apenas as ondas
Posso pedir o teu mar
Posso pedir para me afogar
Posso pedir mais do que apenas a areia da praia
Posso pedir para desabotoar esse vestido de cambraia
Posso pedir apenas a carícia
Posso esquecer a malícia
E ser apenas eu…
Ou então…
Posso pedir apenas o mar
E uma jangada para o atravessar

Foto: Concha no banho - João Godinho (olhares.aeiou.pt)

19 de Maio de 2008

PALAVRAS COM MÚSICA (Klepft - Por uma noite)

ESPERA MENINA, PELO BARULHO DOS GUIZOS


Espera menina
Não partas ainda que a poesia não finda
Espera menina
Pelos olhinhos que te faço
Espera menina
Pela estação infinda
Espera menina
Prepara o teu regaço

Esquece os risos e os sorrisos
Esquece o tempo em que tivemos algum tempo
Escuta o barulho dos guizos
Esquece o mau e o bom
Esquece o choro e a lágrima
Escuta a canção e o tom
Esquece os beijos
Esquece o medo e o segredo
Esquece os desejos

Espera menina
Enquanto exploro e desbravo o arvoredo
Espera menina


Foto: this is what i'm going to do to you if u don't... - Lagrymata (olharesa.aeiou.pt)

18 de Maio de 2008

ACONTECIMENTOS DA SOLIDÃO


Uma folha solitária

Numa árvore solitária

Vento

Uma árvore solitária

Numa floresta solitária

Tempo

Uma floresta solitária

Num país solitário

Lamento

Uma nação solitária

Num continente solitário

Sedimento

Um continente solitário

Num mundo solitário

Advento

Uma cidade solitária

Uma pessoa solitária

Acontecimento

Foto: Ouro em azul - José Luís Mendes (Zé Luís) (olhares.aeiou.pt)

16 de Maio de 2008

MUDA A RIMA, MUDA O POEMA



Muda a linha
Muda o poema
Muda a poesia
Muda o problema

Muda a rima
Muda o plano
Muda a lágrima
Muda o fulano

Muda o significado
Muda o sorriso
Muda o passado
Muda o siso

Muda o futuro
Muda a gente
Muda o seguro
Muda o presente

Muda tudo
Mudamos nós
Muda a corda
Ficam os nós

Foto: Something's Missing - Raul Alexandre (olhares.aeiou.pt)

14 de Maio de 2008

PALAVRAS COM MÚSICA (Às vezes o amor - Sérgio Godinho)

O RUMO DAS BORBOLETAS


Dança comigo até ao fim desse amor

Traz-me som dos campos de violetas

Faz-me sentir doce pelo teu sabor

Mantém-me ao corrente do rumo das borboletas

Faz-me curvar perante as tuas ranhuras mágicas

Como uma flor se curva ao vento

Agita em mim o som das guitarras

Faz sorrir, gritar e cantar

Beija-me como um clarinete nos lábios

Alimenta o som do canto da cigarra

Sente os meus passos na tua magia

Canta-me suave, diz o meu nome

Canta-me uma melodia lisa, mesmo sombria

Ensina o meu segredo à tua melodia

Foto: Windsurfing floral - Leon Bojarczuk (olhares.aeiou.pt)

13 de Maio de 2008

4 ELEMENTOS


Por cima desse mar oceano onde se põe a onda
Uma esfera cor de prata cai no peito do mar
Com lanças que descem de dentro da fogueira redonda
Do fogo do ocaso de cada alvorar

Na chuva, na neve, na terra, no fogo e no ar
E na incandescência da tua luz
Esperas o ocaso ao acordar
De um dia que mesmo triste te seduz

Escuro, breu, frio no quente dos teus lençóis
Claro, alvo, quente e branco o teu sentir
Na tua janela pouso de rouxinóis
O altar de um mar de luar por descobrir
Foto: Redemption - Jingna Zhang (photo.net)

PALAVRAS COM MÚSICA (Dream on girl - Rita Red Shoes)

DELÍRIOS CURTOS (X)


Ouvi uma vez uma fábula sobre a viagem do Sol
Encontrou a sua fonte, voltou a casa

E a lua sem o seu amante chorou de olhar fixo, quente

Choramos quando a luz não aquece os nossos corações
Murchamos como campos secos se alguém fecha a chuva

Foto: lá no alto só vive o azul - paulo cesar (olhares.aeiou.pt)

12 de Maio de 2008

PÓ FRÁGIL


No princípio não havia pensamento além das coisas do momento. Havia liberdade para ver os pensamentos mas não para ser pensamento. Mas os pensamentos não são como eu que sou apenas uma parte da árvore onde nascem os teus poemas. Os pensamentos vão mais além da floresta.

O que nos guarda vivos, o que nos permite viver?
Há outro mundo além deste de pó frágil?

Podemos requentar a nossa vida e voltar a saboreá-la?
Deve o nosso instinto ser ágil?

Devemos nutrir esperanças em vão?
Lutar explica tudo e vence o mal?
Mesmo o volume selado fechado do teu mistério?
O tempo quando avança guarda a memória do seu passo habitual?

O tempo nunca encontra um lugar para descansar a dor?
As flores morrem indignas de uma segunda Primavera?
O Homem… Não é seguramente uma flor inferior?
Foto: ...playing games... - carlos peres (olhares.aeiou.pt)

MÚSICAS DE SEMPRE (Nat King Cole - Mona Lisa)

11 de Maio de 2008

PARADIGMAS DO OCEANO


Os paradigmas do oceano
Dissolvem-se nos meus olhos
Quando olho para bem longe
Para lá de onde acaba o azul e começa o horizonte
Bem linear e espartano
Mas os meus olhos voltam sempre ao cais

Onde procuram os teus
E quando eles se encontram
Entre vagas transversais
Nas franjas de um oceano eterno
Afogam-se juntos em lágrimas
Na espuma de uma qualquer costa
Na areia de uma qualquer praia
Sem geometria ou governo
É um olhar molhado que ensaio
Com a humidade do nosso suor
Salgado no nosso lábio

Um olhar que quando acaba
Deixa a costa de soslaio
Ou me envolve nas suas profundidades
Para sempre
Foto: Life Guard - Coast Guard Beach - Richard Lalonde (photo.net)

PALAVRAS COM MÚSICA (Camané - Maré Viva)

8 de Maio de 2008

PALAVRAS COM MÚSICA (Quantas cores o vento tem - Pocahontas)

HÁ HISTÓRIAS FANTÁSTICAS


Adormeci hoje a pensar que acordava daqui a uns anos
Num apeadeiro nas crateras da Lua
Onde das estrelas caíam palavras
Que faziam um texto de uma frase nua
Onde, no Mar da Tranquilidade
As pessoas perdiam a idade
Onde não se criavam raízes
E podiam ser eternamente felizes
Onde por entre naves espaciais
Voavam borboletas e flores magistrais
Pássaros Fénix imortais
E aí esperava por ti
Da tua carreira regular de Vénus
Com escala breve por aqui
Fato espacial branco cru
Por cima de um corpo nu
Olhaste e vieste a mim
Onde os semáforos espaciais eram folhas de plátano
Que só mudavam de cor nas estações siderais
Onde o tempo era imponderável
Mas o solo pouco arável
E por isso as flores cresciam no ar sem ar
E não podiam parar a idade
Nem a força da gravidade
Foste breve no olhar mas lenta no respirar
Rarefeito o ar e o teu escutar
Tinhas pressa do espaço e da sua arte
Das velocidades de anos-luz
Dos cruzamentos com Marte
De um voo espacial nocturno
Com passagem por Saturno
Pressa a amores sempre fiéis
De tocares os seus anéis
Agora de saída após a tua partida
Contemplo essa bola azul
De senhora e eterna idade
Onde tudo é terreno e destino
Onde podia tocar-te sem esse fato espacial
Sem que levasses a mal
Onde a gravidade nos agarra à terra
Onde podemos ser pensamento
Mesmo triste
Mas onde a vida existe
É só ela mesmo responde
Quando a Lua se esconde

Foto: Vila Gregoriana, Tivoli - Bogdan Tanase (www.photo.net)

7 de Maio de 2008

PALAVRAS COM MÚSICA (Sara Tavares - Eu Sei)

REFLEXOS DE UM QUALQUER SENTIR


Sei que tu sabes que eu sei que sabes como é…

Se olho os teus vidros cristalinos eles reflectem ramos vermelhos

No Outono lento na minha janela

Se toco o teu fogo de perto, bem pertinho

Logo se te enruga o corpo de medo

Bem franzininho

Se descubro os teus aromas, a luz e os metais

Logo se vai o segredo

Num rumo louco para as tuas ilhas marginais

Às vezes penso que posso ser louco e ficar abandonado na costa

Mil dias á espera da resposta

Mas aí penso em velas e barcos

Em mares e ares

Nos teus lábios a buscar-me

No teu nome a chamar-me

No meu amor-próprio

Reconheço, pouco sóbrio

Repito e reacendo os meus fogos interiores

Ligo os meus internos extintores

E parto á procura do motor e do sensório

Dos gestos correctos, dos pensamentos

Do real pouco ilusório

Duma palavra ou um aceno de momentos

Para que possas ver e compreender

Os medos que hão-de vir

E mesmo assim possas continuar a ler este sorrir

Foto: Reflection - Robert Sulintan (www.photo.net)

6 de Maio de 2008

PALAVRAS COM MÚSICA (Aconteceu - Ana Moura)

MÚSICAS DE SEMPRE (Sou romântico - Tony de Matos)

AI OS SONHOS, OS SONHOS


adormeço sossegado nessa palha de centeio
com teus braços abraçados pelo meio

durmo e durmo e sonho e sonho

e oiço os teus murmúrios risonho
engraçado, falas a dormir

às vezes até me fazes rir
vives e contas histórias fantásticas
em sonos de horas esquemáticas
só não percebi se sonhas comigo
se esse sonho é o teu castigo

ou se sonhas apenas com o espelho do teu umbigo
conta-me esse esquema de sonho
conta... eu não me oponho
porque se de verdade sonhas comigo

adormeço também e sonho contigo
Foto: autumn - Domenique Heidy (olhares.aeiou.pt)

DELÍRIOS CURTOS (IX)


Onde foi a tua Lua?
Aquela que usas para clarear o céu da noite

E que brilha mais que qualquer estrela
Que usaste para clarear o meu pensamento
Deixas-me a pensar e a esperar
De uma abertura no céu para vê-la
Foto: Time to go home - Ihdar Nur (www.photo.net)

5 de Maio de 2008

MÚSICAS DE SEMPRE (The Beatles - Penny Lane)

PALAVRAS COM MÚSICA (Paulo Gonzo c/ Lúcia Moniz - Leve Beijo Triste)

COMO AS ASAS DE UM CISNE SUBMERSO


Esta noite é o desafio supremo

Podias atar o meu coração ao teu

Derrotar a escuridão

Deixar-te guiar pelo rio desta vida

Ao sabor de um simples remo

Deixar tua jangada vencer

Essa parede pesada de folhas molhadas

No cruzamento da noite: carvão preto de sonho

Deixar o teu e apanhar o meu jeito

De menino homem medronho

Suportar o aperto que bate no meu peito

Como as asas de um cisne submerso

Para que o nosso sonho pudesse responder

Às perguntas das estrelas do céu

E ao sabor doce deste verso

Foto: the Guardian. Dominique Heidy (olhares.aeiou.pt)

4 de Maio de 2008

PALAVRAS COM MÚSICA (Pedro Abrunhosa - Eu não sei quem te perdeu)

VIAGENS


Pensamentos silenciados, fumegantes

Em territórios de alfazema e alecrim

Luzes verdes cintilantes parecem falar de mim

Sons intermitentes, beligerantes


Não há nenhuma outra forma de viajar no tempo

Do que fazer o tempo chupar a memória

Alojada nesse cantinho efémero da nossa história

Por caminhos de infância como passatempo


Saro ao sol velhas feridas por sarar

Descoso o bolso das pedras das lembranças

E das minhas desditas heranças

E posso enfim respirar as melodias do olhar

Foto: allegro ma non troppo - Henrique Alfonso Triviño (olhares.aeiou.pt)


2 de Maio de 2008

SOU EU...


Sou eu... povo simples de outras liberdades
Sou do tempo e do espaço
Fugitivo eterno da mentira e aliado da saudade
Sou eu... povo simples, soldado das emoções
Sou da vida e da morte
Aliado incondicional das razões
Sou eu... povo simples, capitão das minhas ilhas
Sou do azar e da sorte
Conquistador de corações de pedras
Dominador de matilhas
Sou eu... povo simples, trovador da dor alheia
Sou de mim e de todos
Espectador de plateia
Sou eu... povo simples observador
Sou do ar, da terra e da lua
Adivinhador de sentidos
Pintor de imagem nua
Sou eu... povo simples sentimental
Sou do bem e do mal
Da paixão e do segredo
Sou eu... povo simples
Dono do seu credo
E respeitador do seu medo
Sou eu...
Foto: MicaelaMoranela - María Valeria Rossi (olhares.aeiou.pt)

300 Posts.... And still going on...

São 300 Posts (com este são 301), entre Poemas, Palavras em Imagens, Palavras com Música e Músicas de Sempre.
Um dos projectos mais gratificantes a que propus até hoje e que é um enorme prazer partilhar com quem tem a gentileza de ler, ver e ouvir a vida destas palavras.
São 301 Posts de emoções e sentimentos, imagens e razões, palavras e vidas imaginárias que dão corpo a um projecto pessoal que em breve trará a todos mais novidades.

Obrigado a todos

PALAVRAS EM IMAGENS 10


HÁ HISTÓRIAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

Foto: Raul Cordeiro, Ostrava, R. Checa, 2007

MÚSICAS DE SEMPRE (UNFORGETTABLE - Nat King Cole e Natalie Cole)

DELÍRIOS CURTOS (VIII)


Cavalgo lentamente nas tuas nuvens
Protejo-te com meu corpo quando te sentes nua
Olhando juntos Júpiter e Marte
Sentados no colo doce da Lua

Foto: Deusa Neptuno - António Carreteiro (olhares.aeiou.pt)

1 de Maio de 2008

PALAVRAS COM MÚSICA (Radio Macau - Cantiga de Amor)

ENSAIO DE BEIJO


Querias que te vendesse um beijo meu
Ao mesmo preço que me vendes o teu
Se me ofereceres o teu beijo

Faço do meu o teu desejo
Fica assim a esperança de um beijo
Na tua testa ao acordar
Na esperança que vires tua face
Quando eu te for beijar
Ensaia agora sem mim
No espelho os teus movimentos sábios

Vira agora a tua face ao beijo
E oferece os teus lábios
Como vês não é difícil o ensaio
Ensaiar um beijo na face
E deixar que involuntariamente
Meu simples beijo te enlace
Foto: - . Pedro Gomes (olhares.aeiou.pt)