O CORPO PELO FIM DO DIA


É já a noite do dia
Devagar se sentem os pés molhados
Imóvel serenidade da tarde
Crepúsculo de intensidades
Coisas saltam e pessoas roçam
O corpo pelo fim do dia
Na tristeza da alegria
E se não houvesse montanhas a escalar
Na escalada do dia
Perderia o sonho a altura
Perderia a noite o dia
Se não houvesse verdade
Nas histórias de saudade
Seria apenas fantasia
A saudade que sinto do dia
Se não houvesse enigmas e labirintos
Nem sonhos bem distintos
Perderia o sonho a altura
Perderia a noite o dia

Foto: silêncio do corpo - Renata Beatriz Müller (olhares.aeiou.pt)

3 Comentários às Palavras:

Sal Ober disse...

Sempre lá. Impecável. Muito bom este texto também.
Abraços

Adriana Costa disse...

Se não tivesses visitado meu blog, este belo poema eu perderia...

Linda página! Voltarei mais vezes.

Abraços

mia disse...

Voce tem gran profecía

é sua poesia chega me a minha

alma.....

Beijos

♥♥♥besos♥♥♥