PRESO NO CANTO DO TEU SORRISO


Como um cacho no canto do teu sorriso
Brotam tuas sílabas indigentes
E teus olhos contemplativos
Cravados de gotas cadentes
Acompanham docemente teus cabelos altivos

Falas e gritas comigo com o desdém
De quem despreza as lágrimas
Choras a rir de mim, teu refém
Nas grades desta paixão
Desesperado à procura de uma fuga
De um amor feito prisão

E num assomo de luz cadente
Descubro a solução de magia
De uma fuga incandescente
De escapatórias originais
Para viver nesta cela da vida
Só amando ainda mais, e mais.


Foto: (Seguro) A Lágrima - Nuno Lopes (olhares.aeiou.pt)

3 Comentários às Palavras:

Álvaro Reis disse...

Os livros são mágicos. Mas quando deambulamos por este estranho e fascinante meio que é a internet, descobrimos que quando se diz que "Portugal é um país de poetas" não é à toa.
Parabens pelo talento, e uma boa continuação...
Abraço e bom ano
P.S. Tem toda a liberdade para colocar o link.

Ana Luar disse...

Eu fiquei foi presa no centro da essência deste poema.

Lúcia Machado disse...

Uau...

Fogo!!

Raul, está lindo :)

Parabéns!!