31 de Outubro de 2007

OS OUTROS (Olhando para Nós)


Nosso amor
Inveja
Nossos beijos
Modelo
Nosso olhar
Fulminante
Nosso amar
Contagiante
Nossos corpos
Novelo
Nossos braços
O ramo
Nossos abraços
O bálsamo
Nosso amar
Respirar
Eu e Tu
Um só
Nossa vida
Dominó
Nosso amar
Um nó
Para desatar

Foto: vou-te apanhar - Helder Mendes (olhares.aeiou.pt)

30 de Outubro de 2007

NÓS (Tu e Eu olhando para Nós)


Nosso medo
A solidão
Nossa vida
Paixão
Nossos beijos
Desejos

Nossas mãos
Abraços
Nossos olhos
Clarão
Nossos corpos
Os laços
Alucinação

Nós dois
Amor
Um desejo
Calor
Nosso destino
Um só
Do Amor
Não
Tenham dó

Foto: Namorar - pedro ns costa (olhares.aeiou.pt)

29 de Outubro de 2007

EU (Olhando para mim)


Meu desejo
Tu
Meus olhos
Aqui
Meu beijo
Voando
Para ti

Meus braços
Os remos
Meu corpo
O barco
Meus pés
O marco

Meus olhos
Acesos
Olhando
O azul
Minha voz
A guia
Dos destinos
Do sul

Foto: Pescador do Li Jang - Joel Santos (olhares.aeiou.pt)

28 de Outubro de 2007

TU (Olhando para Ti)


Teu cabelo
A seara
Teus olhos
A luz
Tua boca
O desejo
De um beijo

Teus braços
O leme
Teu corpo
Que treme
Teu andar
Divino
E o caminho
Do meu destino

Tua voz
O hino
Teu olhar
Matador
Teu coração
A dor
Tu
O meu torpor

Foto: voar - Rui Bento Alves (olhares.aeiou.pt)

27 de Outubro de 2007

A MORADA DO MEU SILÊNCIO



Da praia deserta olho o céu
Prestes a sobre mim desabar
Segura-o o vento malandro
Que se entranha como meu
E a força das ondas do mar
Num constante versejar
Embaladas por murmúrios de sereias
Como se fossem as ondas
Do meu castelo as ameias
E no mar que se aproxima
Vem surfando nas ondas altas
A gota que deixei cair
A água da minha lágrima
Esta lágrima sentida
Junta com todas as tuas
Dão ao mar este ar bravio
Nele se esconde imperfeita
A morada do meu silêncio.
Foto: EU e o mar... - Pedro Casquilho (olhares.aeiou.pt)

25 de Outubro de 2007

NOS TEUS OLHOS VEJO O SOL


Perdiam-se meus olhos no infinito
À procura da vida à superfície
Atento, via-te a vaguear
Sozinha, descalça, na planície
Nesta planície onde outrora
Fomos felizes os dois
Fizemos um acordo simples
Seríamos um do outro
A tristeza viria depois
Naquela fresca sombra
Sentimo-nos ao outro
Corpo de homem no de mulher
Passámos noites de amor
Vimos ambos alvorecer
Nos teus olhos via o Sol
Da minha vida futura
Dessa vida de amor efémero
Em permanente aventura
Hoje somos maiores
Grandes no nosso amor
Empresta-me sempre a tua sombra
Abriga-me no teu calor.

Foto: Burn Out - Graça Loureiro (olhares.aeiou.pt)

24 de Outubro de 2007

OS TEUS SAPATOS DE CETIM


Vestiste os teus sapatos de cetim
E a blusa carmesim
Do alto do teu pedestal
Da varanda teu quintal
Nem quiseste olhar para mim

Calçaste os sapatos de verniz
E aquela saia petiz
Estavas linda e vaidosa
Passaste e não me viste
Levavas na mão uma rosa

Aos ombros um xaile encarnado
Com um belo e lindo bordado
Vais leve como o vento da rua
Meu olhar fugaz e directo
Só queria ver-te nua

Despida das veste que usas
Tua pele me enternece
Me acalenta a vã esperança
Que um dia ao luar

Te possa convidar para uma dança

Foto: Blossom - Graça Loureiro (olhares.aeiou.pt)

23 de Outubro de 2007

O MAR DO MEU NAVEGAR


Olhamos um para o outro
Nem precisamos de o dizer
Que nosso amor existe em nós
E está longe de anoitecer

Bem juntos deliramos
Pelos nossos sonhos a dois
Nos momentos que passámos
Nos revezes que vivemos
Aprendemos a amar-nos
Apesar do que sofremos

Nestas palavras escrevo
O amor que tenho por ti
És a luz que ilumina
O caminho que persegui

És a brisa que respiro
És o vento que me agita
És a alegria que me contagia
Meu amor por ti é a desdita

És a beleza do meu dia
És a palavra que não escrevo
És a frase que não digo
Sem ti o tempo morre
Quero estar sempre contigo

És a esperança que me conduz
És o mar do meu navegar
As tempestades da vida
Não me impedirão de te amar.

Foto: Tranquilidade - David Sousa (olhares.aeiou.pt)

22 de Outubro de 2007

A INCONSTANTE LEVEZA DO TEMPO


Inconstante a leveza do tempo
Que não me deixa aprender
A viver a vida pela vida
Sem encontrar um contratempo
Sem vencer as barreiras
Sem energia de viver
Encontro uma vida perdida
De energias derradeiras
Inconstante a leveza do tempo
Constante a necessidade de viver
Como se a vida fosse
Um efémero,
Triste ou alegre,
Mas decisivo passatempo.


Foto: O tempo passa, o Amor não - Ana Rita Rodrigues (olhares.aeiou.pt)

21 de Outubro de 2007

OS SEGREDOS DA MADRUGADA


Quero acordar
Nas fraldas da madrugada
Perto do teu corpo quente
Ouvir teus segredos guardados
E outros segredos sonhados
De uma paixão indigente
Tantas vezes irreflectida
Nossa paixão fugidia
Acaba ao nascer do dia
Quando sais e não voltas
Numa perfeita assimetria
Ainda que não aparente
O amor não se compadece
Com muitas indecisões
Se me amas não te vás de madrugada
Deixa-me alimentar ilusões.
Foto: De partida... - Alba Luna (olhares.aeiou.pt)

20 de Outubro de 2007

O VERMELHO DA PAIXÃO



Vermelho de paixão
Verde de esperança
Azul de temperança
Amarelo de ilusão
Pintado de todas as cores
Fica meu coração
Quando num instante breve
O pintas com a tua mão
Fazes misturas na paleta da vida
Numa tela por pintar
Numa vida por viver
Num amor para amar
O teu coração acalenta
Doce esperança de paixão
Num tom de cor magenta
Pintarás tua ilusão
Assim misturadas as cores
Na tela cairão
Bem juntinhas
Belo jeito da tua mão.
Foto: my only love - Alberto Viana d' Almeida (olhares.aeiou.pt)

19 de Outubro de 2007

POESIA DO NADA E DE COISA NENHUMA

Só me ocorrem rimas pobres sem sentido
Que falam de quase nada
Como me sinto perdido, desnorteado
Fico desesperado
Quero escrever e não penso em rima alguma
Não olho outra solução
Senão escrever sobre coisa nenhuma
Da poesia vejo a espuma
Que sobra da lavagem dos dias
Espuma suja das vidas lavadas
Pobres, algumas não rimadas
Como esta pobre poesia
Que fala de coisa nenhuma
Pode-se ler ao revés
Ou então de cima abaixo
Não vão encontrar nada que rima
Ainda que a leiam de baixo a cima
Fico mesmo sem jeito
Ao escrever esta enormidade
Ainda que seja verdade
E que lhe possa espremer a espuma
Este poema fala mesmo de verdade
De nada e de coisa nenhuma.

18 de Outubro de 2007

DE SAUDADES E PAIXÕES



Vivo sem querer perder
Pitada do sabor da vida
Apesar das dores de alma
Das desventuras e desgostos
De uma esperança escondida
No sonho de uma fantasia perdida
Peço à vida ajuda
Vendo desejos e ilusões
Nas palavras que imagino
Encaro feliz o destino
De saudades e paixões.
Foto: When lies turn into truth - ana.meireles (olhares.aeiou.pt)

17 de Outubro de 2007

VESTIDA DE NOIVA PELA GEADA DA NOITE


Amanheceu gélida a noite
Vestida de noiva pela geada
No nevoeiro suave se esconde
Num jogo pueril de escondidas
O alvor da madrugada
Nas nuvens negras saltitantes
Uma tempestade põe-se à espreita
Do momento de explodir
E agitar a manhã
Que impotente a aceita
Molha-se a vida na terra
Num salpico gigante e feroz
Esconde-se a água na terra firme
Apaga a luz do Sol
E a nós falta-nos a voz.

Foto: Desert Rose - Graça Loureiro (olhares.aeiou.pt)

16 de Outubro de 2007

NUMA NOITE DE SUAVE NEVOEIRO


A brisa do mar revolto
Mar de tubarões e sereias
Outros peixes e baleias
Que abraço com carinho
Traz consigo as estrelas
Que me indicam o caminho
De dia e de noite à maresia
Na ternura do nevoeiro
Penso na saudade de que tenho
Que sejas minha um dia
Pode tardar a chegar
Embarcado num baleeiro
Esse amor que trazes contido
Dentro do teu coração
Será meu um dia
Cravar-se-á em mim como um arpão
Tentarei fazer-lhe frente
Não resistirei à ternura
De te beijar primeiro
Num acesso de sã loucura
À brisa do mar
Numa noite de suave nevoeiro.

Foto: Juliana - Márcio Freitas (olhares.aeiou.pt)

15 de Outubro de 2007

DA PENA DE UM POETA


Da pena de um poeta
Saem às vezes sem querer
Palavras sem rigor aparente
Daquilo que o poeta sente
Não, o poeta não mente
Apenas descreve o sentir
De quem não sabe escrever
O quanto está a chorar
Ou às vezes a rir
Parece às vezes que delira
Com uma fantasia delirante
Mas raramente é mentira
Aquilo que o poeta sente.

Foto: sol-irís - Daniela Urbano (olhares.aeiou.pt)

14 de Outubro de 2007

PALAVRAS INVENTADAS



Á espera da manhã adormeço em ti
Deixo-me levar no sabor do teu sonho
Estremunhado acordo ao raiar do dia
Esfrego os olhos

Enquanto me recomponho
Noite de glória para este amor eterno
Breves os momentos em que dormi

Olhar-te toda a noite nesse doce dormir
E delirar por uma manhã de Sol
De um novo dia para vir
São fantasias do meu escrever
Palavra inventada mais que pensada
De um amor por viver
De uma vida não inventada
Doce desejo de paixão
Que escapam velozes da mão
De alguém que quase nada.


Foto: Time & Again - Alba Luna (olhares.aeiou.pt)

13 de Outubro de 2007

MINHA FLOR DA MANHÃ



Queria olhar o céu de cima
E ver-te florir na manhã
Teu cabelo emaranhado
Tua pele de maçã
Suave a pele
Belo o teu cheiro
São só cinco minutos
Deixa-me amar-te primeiro
Depois do banho
Assim húmida e molhada
Ficas ainda mais gostosa
Minha feliz amada
À tarde chegas a casa
Cansada mas deslumbrante
Manténs ao longo do dia
Essa aura nobre e brilhante
Outra noite…
Outro dia…
Sem ti minha vida
Seria oca e vazia.

Foto: Irradiando beleza - Maria Isabel Batista (olhares.aeiou.pt)

12 de Outubro de 2007

EFÉMERA ALEGRIA



Vã e vil tristeza
Que na minha vida vivo
A ver sair tua beleza
Efémera a alegria
De viver contigo ao lado
Quando te vais sempre embora
Quando a noite se faz dia
Fica de uma vez
Farei feliz teu ser
Não te perderei mais
Quando acabar por amanhecer
Quando o Sol estiver a pino
Acordaremos então
Beijar-te-ei como gostas
Traçaremos nosso destino.
Foto: Margarida nas meadas - Rodrigo Ferreira (olhares.aeiou.pt)

11 de Outubro de 2007

TRISTE FIGURA



Quando penso na triste figura
Que fiz ao dizer-te o que disse
Abra-se uma brecha no chão
Caio e desapareço
À espera da tua mão

Não queria magoar-te
Nem tão pouco desiludir
Sei que não imaginas
Neste preciso momento
O que posso estar a sentir

Aquelas simples palavras
Foram farpas cortantes
Que lancei para mim
Ainda que por breves instantes
Me possas dizer que sim

Ouviste o que te disse
Foste doce e inteligente
Soubeste melhor do que eu
Ouvir e calar
Uma paixão indigente.

Foto: A morada do meu silêncio - MARIAH (olhares.aeiou.pt)

10 de Outubro de 2007

Uma Historia de Amor

VOAR CONTIGO



Num sonho de dia
Murmuraste o meu nome
Num momento de magia
Emprestaste-me as asas
Para poder voar contigo
E num voo sem sentido
Por cima de todas as casas
Mostraste os teus sentimentos
Nobres e sinceros
Sem hesitações e lamentos
Foste verdadeira espero
Na liberdade do nosso voo
Amar-te é o que quero
E nas tuas asas voar
Até onde me queiras
Levar...
Foto: Marte...08 - Alberto Viana d'Almeida (olhares.aeiou.pt)

9 de Outubro de 2007

BEIJOS ROUBADOS



Longe que estás de ti
Quando num lampejo malandro
Te roubo um simples beijo
E tu sais reclamando
Reclamas e vociferas
Aquilo que tanto esperas
Esse beijo malfadado
Num instante se evaporou
Desiludiu e magoou mesmo
Quem tanto por ele esperou
Desespero e tristeza
Nesta espera sem fim
Por esse simples beijo
Que te faça ficar
Bem mais perto de mim

Foto: Sabrina e Cristiano - Eduardo Piacsek (olhares.aeiou.pt)

8 de Outubro de 2007

NA ESQUINA DAQUELA NUVEM



Nas planuras
Dos campos abertos
Voarei
Sem destino marcado
Enfrentarei doces
E duras tempestades
Agruras e vilanices
E as mais duras maldades
Tenho coragem
Vou sozinho
Moldado em asas de fogo
Escaparei a quem me quer mal
Enfrentarei tudo e todos
Farei da vida um jogo
Espero por ti
Na esquina daquela nuvem
Juntos voaremos antes do Sol
Bem juntinhos
Antes que os galos cantem
Foto: O Sol escondeu-se - Maria Isabel Batista (olhares.aeiou.pt)

7 de Outubro de 2007

POEMA DE SONHO E SAUDADE


Fantasia no teu olhar
Um desejo no teu corpo
A lua no céu a brilhar
Solidão à beira-mar
Poema de sonho e saudade
Pintura da vida em aguarela
Palavras de esperança na brisa
O desespero pela verdade
Pensamento vazio e oco
De um tempo agora perdido
Um amor que sabe a pouco
De tão pouco vivido.

Foto: A criança que fui... - Lara Pires (olhares.aeiou.pt)

6 de Outubro de 2007

POEMA DE MAGIA


Num passe de magia negra
Tomas posse de mim
Em vão tento escapar
Veloz com uma mola
Salto para fora de ti
Como coelho da cartola
Tentas apanhar-me na teia
Com as ideias que magicas
Deslizo por ti então
Evitando com posso
Tua varinha de condão
Tocas com ela
Meu pobre coração
Que num repente mágico
Volta a bater
De paixão.

Foto: O Sol da minha vida - Paulo Gradim (olhares.aeiou.pt)

5 de Outubro de 2007

LOUCA FANTASIA DESPIDA DE CETIM


Oh louca fantasia despida de cetim
Me levas nos teus encantos de sereia
Apanho as ondas do meu amor eterno
E desvaneço sem tino em plena areia

Neste vida qual dura tempestade
És para mim a tábua de salvação
Queria ter-te ao meu lado na praia
Para reanimares meu triste coração

Oh eterna e vã saudade maldita
Que me atormentas e ajuízas amiúde
Deixa-me descansar calmamente neste fino pó

Oh vida pautada pela desdita
Nestes grãos de areia encontrei saúde
É escusado que de mim tenham dó
Foto: s/título - Geoffroy Demarquet (olhares.aeiou.pt)

4 de Outubro de 2007

QUERIA LER-TE AO LUAR



Queria ler-te ao luar
Ou então à luz das estrelas
Sem tempo para pensar
Deitar-me nas tuas letras
Ler o teu corpo às escuras
E planear mil aventuras
Sem me pôr a adivinhar
Ao encontro dos meus dedos
Expulsas todos os teus medos
E num abrir e fechar de olhos
Oferecer-te beijos aos molhos
Deleitar-me a sonhar
Com as nossas fantasias
E poder amar-te novamente
Todos os novos dias.

Foto: só... na natureza - Emanuel Oliveira (olhares.aeiou.pt)

3 de Outubro de 2007

OS MALES DO CORAÇÃO


Sons de um silêncio tardio
Ecoam nas noites de frio
Qual brisa do rio que passa
Pela nossa felicidade
É de pedra a sua idade
Como o poema da vida
Feito de palavras e magia
Irei por esse rio algum dia
Pelas margens à procura
De uma liberdade madura
Qual brisa que sara e cura
Num amor de saudade
Na poesia da verdade
E em momentos de paixão
Os males do coração.

Foto: Leticia - Marcio Freitas (olhares.aeiou.com)

2 de Outubro de 2007

LÁGRIMAS DO TEMPO

Lágrimas do tempo
Lá fora no chão a bater
É a chuva de Inverno
De manhã ao amanhecer

Chuva de Inverno
Bem cedo no Outono
Deixa-te ficar calada
Estou ainda com sono

Deixa-te ficar calada
Não vês que estou a dormitar
Faz um pouco de silêncio
Não são horas de acordar

Faz um pouco de silêncio
Faz-me esse pequeno favor
Já me acordaste a mim
Não acordes o meu amor

SABE BEM TER-TE AQUI



Sabe bem olhar para ti
Sentir o teu ciúme
Deixar que me leves adormecido
Nas ondas do teu perfume
Sabe bem sentir teu odor
Tactear o teu corpo
E navegar à deriva
Procurando o teu amor
Sabe bem sentir-te por perto
Saber que estás aqui
Sentir a tua presença
Mantém meu amor desperto
Sabe bem ter acordado
Da letargia da vida
Sentir que no teu calor
Meu amor tem guarida
Sabe bem amar-te.

Foto: carol - Marcio Freitas (olhares.aeiou.pt)

1 de Outubro de 2007

MALDITA POESIA

Maldita poesia!!!
Que passo os dias a ditar para mim
A minha escrita parece que mente
Palavras vãs no ar de Inverno
Que num poema doce e terno
Ninguém ouve nem sente
Maldita poesia!!!
Que se perde nas nuvens
Ninguém te sente como eu
Escrevo-te para me libertar
Na esperança que um dia serei teu
Maldita poesia!!!
Deixo nesta folha a brilhar
Pois quem vier pode ler
O amor e o ódio que te tenho
E uma paixão por viver
Maldita poesia!!!